Rebú

Teatro Independente volta à cena em cartaz nas duas principais capitais do país ao mesmo tempo com texto inédito de Jô Bilac, após o sucesso da peça “Cachorro!”

A Cia Teatro Independente em seu segundo trabalho retorna a cidade do Rio de Janeiro, no Teatro Gláucio Gill, cumprindo temporada de 05 de Junho a 27 de Junho. No mês de junho a jovem Cia ira se desdobrar entre São Paulo e Rio de Janeiro, estando em cartaz para o público paulista as quintas e sextas às 21h no SESC Consolação e aos sábados e domingos às 21h a peça poderá ser vista pelos cariocas no Teatro Gláucio Gill em Copacabana.

Em tom de tragicomédia, o Teatro Independente cria um verdadeiro “rebú” em uma peça de época com ares cinematográficos. O clima alude um set de filmagem e a trama se passa no fim do século XIX. Mas a peça não usa recursos de projeções e afins como se poderia pensar. A linguagem essencial, calcada nos atores, é uma das características da Cia cujo primeiro trabalho foi à peça “Cachorro!”, sucesso que permanece em cartaz viajando pelo pais por três anos. “O intuito é resgatar a época sem reconstituí-la, trazendo à tona um ar de revisitação”, explica o diretor Vinícius Arneiro. O dramaturgo Jô Bilac completa: “Localizar o espetáculo em um século remoto e ao mesmo tempo se debruçar na linguagem cinematográfica nos direciona a um intencional contraste, um choque entre linguagens”.

Para o grupo, a diferença entre o primeiro e o segundo espetáculo é a experiência adquirida após três temporadas no Rio, e três em São Paulo e uma turnê nacional. “Hoje somos quase uma família. Quando estávamos em São Paulo moramos todos juntos num apartamento por seis meses”, revela o ator Paulo Verlings. E a família ganhou parceiros. Foram apadrinhados pela Cia. dos Atores que acolheu o projeto e ainda contam com profissionais como o figurinista Marcelo Olinto e o iluminador Paulo César Medeiros na equipe do novo espetáculo.

Uma Pequena História de Sucesso

O Teatro Independente foi criado em 2006 com o esquete “CACHORRO!”, vencedor do I Mercadão Cultural – RJ nas categorias “Melhor Esquete” e “Melhor Direção”. O esquete deu origem ao primeiro espetáculo do grupo, o também intitulado “CACHORRO!”. Estreado em outubro de 2007 no Espaço Sesc, a peça ficou em cartaz um ano no projeto “Repertório” no Teatro Maria Clara Machado (Planetário da Gávea), “CACHORRO!” recebeu a indicação ao PRÊMIO SHELL 2007 de Melhor Direção. Ainda em turnê, o espetáculo já percorreu 60 cidades do país e ultrapassou 200 apresentações. Tendo também passado por festivais como o FIT – São José do Rio Preto (SP),  FITA – Angra dos Reis (RJ), Festival Nacional de Recife, Mostra Cariri – CE 2008  entre outros. “REBÚ”, novo projeto da Companhia foi contemplado pela lei de fomento através da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, estreou na sede da Cia. dos atores no Rio de Janeiro e participou da mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba 2010.

Sinopse do espetáculo REBÚ

Matias e Bianca são recém casados e moram numa casa isolada em meio a um campo descampado. O jovem casal prepara-se para receber Vladine, irmã adoentada de Matias, que traz consigo seu bem mais precioso: Nataniel, uma espécie de filho. A hiperbólica e exigida cautela com a saúde da hóspede e a presença de seu acompanhante faz com que Bianca, aos poucos, crie uma rivalidade com ambos, levando ás últimas conseqüências o embate.

Encenação.

Realizar “Rebú” é perpetrar um trabalho de investigação. É se nutrir de novos ideais e conceitos. É reconhecer uma linguagem e ao mesmo atravessá-la, averiguando outras. É rememorar os meandros de um processo criativo já vivido coletivamente por nos em “Cachorro!”, nosso primogênito. Em fim, é novamente aliar-se.

Neste, a encenação vem como uma ode ao cinema. Sem os atuais recursos tecnológicos tais como projeções e afins. Mas do antes, da gravação em si, do set de filmagem. A trama é ambientada no final do século XIX. O intuito é resgatar a época sem reconstituí-la, imprimindo um olhar sobre um tempo o qual não vivemos, mas que se atualiza em nós, movido pelo nosso desejo de experimentá-lo. O humor ácido que acomete a dramaturgia é também alicerce fundamental para a narrativa do folhetinesco enredo. Partindo dele podemos transitar entre os demais gêneros se deixando contaminar pelas feições.

Utilizar-se de ares cinematográficos para contar uma história em tempos retrógrados nos direciona a um intencional contraste. O interesse em aproximar-se da maquinaria cinematográfica é uma tentativa de vasculhar (nessa alquimia) uma possível estética. Ao mesmo tempo, não isentar os atores e seu instrumento de trabalho nessa resultante, levando adiante a investigação e reflexão do corpo do ator como veículo de linguagem, de dramaturgia, de arquitetura.

Eis “Rebú”, uma ficção passional, daquelas que assistimos no escurinho do teatro, curiosos pelo final.

FICHA TÉCNICA

Texto: Jô Bilac

Direção: Vinicius Arneiro

Elenco: Carolina Pismel, Júlia Marini, Diego Becker e Paulo Verlings

Iluminação: Paulo César Medeiros

Figurinos: Marcelo Olinto

Cenografia: Daniele Geammal

Trilha Sonora Original: Luciano Correa

Maiores Informações : www.teatroindependente.com.br

SERVIÇO-RJ

Estréia: 05 de junho

De 05 Á 27 de Junho

Sábados e Domingos às 21 horas.

Local: Teatro Gláucio Gill

Endereço: Praça Cardeal Arcoverde s/n

Telefone: 21-2332-7904

Não recomendado para menores de 14 anos

R$10,00 [inteira]
R$ 5,00 [meia]
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Um Comentário

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