CHEGA AO CAFÉ PEQUENO O POLÊMICO ESPETÁCULO “O PASTOR”

O PASTOR - BY JANDERSON PIRES-1666

Sinopse

Líder evangélico fictício tem sua “história” levada ao palco. No espetáculo escrito por Daniel Porto, a forma como esse pastor pentecostal, vivido por Alexandre Lino, abdicou de uma vida mundana para seguir os caminhos de Deus é o ponto de partida da apresentação.
Ambientada durante um culto, a peça lança um olhar nos paradigmas da religião e toca em assuntos delicados como exorcismo, homossexualidade, fanatismo, dízimo e solidariedade.
Sobre

“Glória a Deus! Fechem os olhos e vamos orar!”, com estas palavras ditas de forma habilidosa, Alexandre Lino coloca todos de pé e de mãos dadas na peça “O Pastor”, que de outubro a dezembro de 2013 lotou as sessões do pequeno Espaço II do Solar de Botafogo e novamente repetiu o feito e entre janeiro e fevereiro de 2014 e fez dele um templo sagrado do teatro documental. E devido ao sucesso de público e crítica dedicadas ao culto teatral, o espetáculo volta ao Teatro Municipal Café Pequeno para uma última temporada no Rio de Janeiro de 25 de julho a 24 de agosto antes de partir para SP.

A peça cerca-se de atributos hoje vigentes em larga escala nos grandes centros urbanos personificados na figura de um líder espiritual carismático, seja em cultos fervorosos em igrejas, programas em rádios ou pelos gestos extravagantes na tela da TV sem caricaturas ou insinuações, apenas uma reprodução dramática do culto. Para o crítico do Questão de Crítica, Daniel Schencker, as atuações de Alexandre Lino (Pastor Antônio) e Kátima Camello (irmã Janaína) estão entre os DESTAQUES DO TEATRO CARIOCA DE 2013.

A história de vida do Pastor Antônio, evangélico pentecostal, que abdicou da vida mundana para seguir os ensinamentos de Deus, foi a base para a preparação, que contou ainda com material de entrevistas, pesquisa e muita visita a templos evangélicos pentecostais, e é inspirado no filme “O Apóstolo” (1997) dirigido e com atuação de Robert Duvall. “O Pastor fala de fé, ambições, amor, dogmatismo, intolerância, Deus e o diabo. Personifica líderes carismáticos e polêmicos como Silas Malafaia, Marco Feliciano, RR Soares, Valdomiro Santiago e Bispo Macedo ao se basear nos discursos por eles defendidos em seus cultos e seus segmentos religiosos”, conta o ator e produtor Alexandre Lino.

Primeira direção em terras cariocas da atriz ítalo brasileira Carina Casuscelli (Cia Nova de Teatro de São Paulo), com direção musical de Alexandre Elias (Prêmio Shell 2013) e texto de Daniel Porto a partir do argumento do ator e produtor Alexandre Lino (que interpreta o Pastor Antônio). A montagem traz ainda a atriz Kátia Camello no papel de Irmã Janaína e o ator Cesario Candhí como “ Paulo”.

O espetáculo é um documentário cênico, pois se situa entre a ficção e a realidade. A direção, que presa por esse encontro, em seus trabalhos teve em “Caminos Invisibles – La Partida” uma junção de atores e não atores (bolivianos) para contar a história da exploração da mão de obra no mundo da moda. Esse espetáculo recebeu o Premio Internazionale Teatro Dell’Inclusione Teresa Pomodoro Milão 2012. Alexandre Lino (ator, documentarista e produtor) por sua vez também dá prioridade a projetos que estabelecem as duas linguagens. “O Pastor é o reposicionamento do real para o teatro para que o espectador possa questionar e chegar a sua própria conclusão”, diz Lino

Há muito tempo no Brasil não se via personalidades religiosas tão comentadas, discutidas quanto nos dias de hoje. Os artifícios dramáticos e cênicos usados por alguns pastores nos cultos são reposicionados de volta ao seu berço de criação (teatro) para maior reflexão sobre a condução do evangelismo no Brasil. O Pastor compõe uma nova visão de um fato que hoje é tão cotidiano para nós. É também uma abordagem comparativa dialogando entre a fé e a nova teologia da prosperidade. Quais as verdadeiras motivações por trás das causas que defendem?

São personagens meticulosamente elaborados nas falas e atitudes como quem segue um texto teatral para atingir seus objetivos ou de fato são missionários de Deus nos dias de hoje? Com a palavra, o público.

O PASTOR - BY JANDERSON PIRES-1789

 

Críticas

“…O Pastor é um projeto curioso. Não se trata de um drama, apesar do que sugere o tom de algumas passagens. Tampouco é uma comédia, em que pesem seus diversos momentos cômicos. Um possível rótulo seria o de teatro documental. No papel, o texto de Daniel Porto poderia passar por uma transcrição do ocorrido em um culto de uma igreja evangélica. A direção de Carina Casuscelli se irmana com a proposta e, mesmo recorrendo a certas intervenções cênicas (como a trilha sonora ou as projeções), busca dar a sensação de que se está em um culto real. Quem comanda esse simulacro é o pastor Antônio (Alexandre Lino, ótimo), dividindo a cena (ou a igreja?) com uma obreira (Kátia Camello, responsável pela maioria das risadas da plateia) e um fiel (Cesario Candhí). A ausência de uma dramaturgia convencional pode soar insólita à primeira vista, mas o público embarca. Descolada a celebração religiosa de seu contexto, os aspectos mais duvidosos do ritual, como o recolhimento do dízimo e a sessão de exorcismo, soam comicamente grotescos. Na falta de uma história, porém, não há um juízo de valor explícito: cabe ao espectador refletir sobre o que viu. ”
por Rafael Teixeira, Veja Rio

“A encenação da peça é simples, explorando bem a pequena dimensão do local, sugerindo bem a austeridade que propicia a sugestão de integridade e desprendimento que estimula as doações. A cenografia e os figurinos são de Karlla de Luca, a luz de Cristiano Gonçalves é correta, assim como a direção musical de Alexandre Elias. A direção de Carina Casuscelli parece dominar muito bem o clima dos cultos como o que aqui é apresentado, com alguns momentos de grande exagero que nem por isso deixam de servir ao fanatismo envolvido no e evento”
“… o pastor (Alexandre Lino) tem desde logo uma voz tonitroante, usada para conquistar um domínio indiscutível sobre os supostos fieis; o que mais passa em sua atuação é a ideia de estarmos diante de quem decorou todo o repertório de voz e corpo que um pastor evangélico deve ter à sua disposição, o que resulta tanto em sucesso na criação do personagem como também na crítica implícita desse estranho “O Pastor”.”

por Bárbara Heliodora, jornal O Globo

“Alexandre Lino – que assume inspiração no filme O apóstolo (1997), dirigido e protagonizado por Robert Duvall – “encarna” o pastor com exatidão”. Por Daniel Schenker – Questão de Crítica.

“Mais do que ótimo, um espetáculo necessário”. Por Rodrigo Monteiro – Crítica Teatral.
“… o pastor encarnado de forma, literalmente, divina por Alexandre Lino, tamanho o seu desempenho…” por Paulo Ferreira – Circuito Geral.

Gênero: Docudrama ou DOCUMENTÁRIO CÊNICO.

A Giostri Editora preparou uma edição linda e o slogan para o lançamento será: Um peça tão boa que viu livro!!!

Ficha Técnica

Elenco: Alexandre Lino, Kátia Camello e Cesário Candhí
Direção: Carina Casuscelli
Texto: Daniel Porto
Direção Musical: Alexandre Elias
Iluminação: Cristiano Gonçalves
Cenografia e Figurinos: Karlla de Luca
Videografismo: Marcio Thees
Direção de Produção: Alexandre Lino
Produção Executiva: Mariana Martins e Daniel Porto
Assistente de Produção: Paulo Amaro
Argumento e Idealização: Alexandre Lino

 

 

SERVIÇO

– 25 de julho a 24 de agosto – sexta a domingo – O Pastor – 15 apresentações
Horário: sextas e sábado 20h30 e domingos às 20:o0h
Ingresso: R$ 40,00
Duração: 70 min
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